quinta-feira, 23 de maio de 2013

A existência do amor


             
                       


 Quando ele nasceu? Nasceu junto com as flores, ou nasceu com o primeiro olhar entre um homem e uma mulher, que deram mais vidas ao planeta, que fez nascer mais amor, por tantos seres existirem?
 De onde vem esse sentimento que algumas pessoas ainda pensam e acreditam não existir, mesmo sentindo-o?
 Que sentimento tão controverso, que sentimento complicado. Tal vez seja porque ele carrega em si uma rebelião de outros sentimentos, mas talvez seja por grande simplicidade, simplicidade qual chega a ser difícil de ter, simplicidade basicamente impossível. Impossível num mundo deste, ou num mundo daquele. Difícil em todos os lugares, em todas as cabeças, em todos os corações e almas por ai.
 Será que realmente não existe mais amor hoje em dia? Será que pessoas cuidam uma da outra sem amar? Será mesmo que a vida surge do sexo e não do amor? Será? Será que quem cuida das flores cuida por não ter o que fazer? Será que pessoas passam anos estudando para medicina e se formam sem amor ao próximo, amor a cuidar a querer bem, será mesmo ser só por status?
 Ora, o amor não existe mesmo?
 Você nasceu apenas por descuidado, porque o remédio ou o preservativo falhou?
 Mesmo assim, você existe pelo amor que um homem e uma mulher tiveram por alguns minutos, por uma festa ou porque rolou a química, mas nunca deixou de ser amor. Você foi crescendo em um lugar confortável dentro de uma mulher, ela comia por você, se preocupava com você, sonhava com você, alegrava-se por te sentir. Isso não é amor? Então o que é? A dor do seu nascimento ela nem lembra mais, mas, do seu choro e dos seus olhinhos ela lembra. Você foi a recompensa por tantas noites sem deixá-la dormir, você foi a recompensa por tudo que ela já viveu.
 O amor. Você que nem conhece sua família biológica. Você pensa, imagina, e ainda acredita que foi deixado, que não foi amado? Como pode? Acredito que tudo na vida tenha um propósito, um destino. Você trouxe amor, fez nascer amor em outras pessoas pela sua existência. Todos amam. Todos. Mesmo sem assumir.
 Se deixar levar por coisas impróprias e sem valor é tão triste, tão feio, tão... Desnecessário.
 O amor é comum, é simples, e culpa nossa e do nosso egoísmo ele passou a ser menos visto, menos sentido. Mesmo estando ali, mesmo você se sentindo bem em ver a gargalhada de um bebe mesmo você chorando pela partida de alguém, você sentindo o nervosismo de seja lá o que. É amor.
 Amor e felicidade são sinônimos, amor e fé são irmãos, amor e lágrimas são melhores amigos, amor e dor é trilha, é o caminho, e amor com qualquer coisa vai ser amor.
 Lágrimas é só o começo, você vai sentir aperto no coração.
 Pergunto-me como pode não ser do coração e sim do cérebro esse sentimento? Respondo-me em silêncio, em paz comigo mesmo e começando a acreditar em coisas divinas: o amor não esta no cérebro ou no coração, ele esta na alma, e mesmo querendo não senti-lo por medo, somos basicamente obrigados a senti-lo, o sentimos por respirar, por viver, e por enfrentar e talvez por fugir.
 Sabe esse sentimento que gastei linhas para descrever-lo? Ele não é do jeito que penso para todos. Cada um tem dentro de si, cada um tem a sua alma, e cada alma que existe é elucida, cada uma com o sentimento e forma de apreciá-lo diferente, mesmo ele tendo como base um único ideal: querer o bem, fazer o bem, receber o bem.
 Acredito que o amor existe antes de tudo, acredito que o amor seja tudo. O antes, o agora, o novo, o futuro, o depois...

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